Goiás vai receber 3,2 milhões de doses da vacina CoronaVac, do Instituto Butantan, 7% do total anunciado pelo Ministério da Saúde

Estado fez aquisição de 3,8 milhões de kits com seringa e agulha, o que é suficiente para imunizar mais da metade da população goiana. País terá 46 milhões de doses

Goiás vai receber 7% do total de vacinas anunciadas nacionalmente por meio do acordo firmado entre o Ministério da Saúde (MS) e o Instituto Butantan. Isso corresponde a 3,2 milhões de doses da CoronaVac, produzida pelo laboratório Sinovac, do total de 46 milhões previstas para todo o país, mantendo-se a proporcionalidade em relação aos outros Estados. 

O Governo de Goiás já está preparado para iniciar a vacinação já no final deste mês de janeiro ou logo no início de fevereiro, informa o secretário de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO), Ismael Alexandrino. “A vacina está cada dia mais perto. Provavelmente, na próxima semana, teremos sinalização do Ministério da Saúde (MS) sobre datas”, destaca.

Em Goiás, há insumos suficientes para proteger a população goiana. “Estimamos que há de 1,5 a 1,8 milhão de pessoas nos grupos de risco no Estado. Fizemos a aquisição de 3,8 milhões de kits com seringa e agulha, o que é suficiente para vacinar mais da metade da população goiana”, diz o secretário.  “Fomos o primeiro Estado brasileiro a fazer essa compra. De forma que, quando o Ministério da Saúde nos enviar a vacina, teremos condições de distribuir e aplicá-la”, detalha Ismael Alexandrino. 

O pedido para uso emergencial das doses foi recebido pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta sexta-feira (08/01). O resultado dos estudos divulgados sobre a CoronaVac aponta uma eficácia de 78% contra a Covid-19. “Isso significa que, de cada 100 pessoas vacinadas, 78 não se infectaram pelo coronavírus. Outros 22 indivíduos tiveram a doença, mas os casos foram leves e nenhum óbito foi registrado. Esses números são muito positivos”, avalia Alexandrino. 

Os preparativos de Goiás para receber as doses estão previstos no Plano de Operacionalização para a Vacinação contra Covid-19, que prevê como será a distribuição e armazenamento do imunizante no território goiano, a capacitação dos trabalhadores da saúde, entre outras ações. 

Na segunda-feira (11/01), o documento será apresentado para todos os 246 municípios durante reunião da Comissão Intergestores Bipartite. “Esperamos que todos falem a mesma língua e transmitam adequadamente as informações para a população”, pontua Alexandrino. Nesta semana, o plano foi apresentado ao Centro de Operações de Emergências (COE) em Saúde Pública de Goiás para Enfrentamento ao Coronavírus.

Inicialmente, a expectativa é a de que idosos e profissionais de saúde que atuam na linha de frente de combate à Covid-19 sejam priorizados. Entretanto, ainda é necessário aguardar ajustes do Ministério da Saúde sobre a estratificação das faixas etárias, no caso da população idosa. 

“Estamos trabalhando para termos o maior número de doses para proteger os goianos. Porém, precisamos respeitar o princípio da equidade, priorizando aqueles mais expostos aos riscos. Nossa intenção, neste momento, é a de evitar mortes e, em seguida, a disseminação do vírus”, pontua o titular da Secretaria de Estado da Saúde.

O secretário observa ainda que, neste primeiro momento, a totalidade de 7 milhões de goianos não será imunizada, pois a vacinação de crianças e gestantes ainda não está prevista para 2021, visto que é necessário aguardar estudos sobre a aplicação das doses nestas populações.

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